domingo, 7 de junho de 2009

Informe Comunicaê

Gostaria de informar a todos os visitantes, do nosso blog, que infelizmente não iremos postar todos os dias de agora em diante. O objetivo deste blog era transportar conhecimento, aos interessados, sobre comunicação organizacional em relação aos profissionais e estudiosos das áreas e é com grande alegria saber que a nossa meta foi alcançada e composta de acordo com as exigências propostas.


Nosso blog possuiu diversos textos que traduziam na prática e na teoria o que é e como é exercida a comunicação organizacional. Através de Cases, resenhas, textos sobre estudos e textos explicando como que seria cada etapa para conseguir com eficiência uma ótima comunicação, foi a partir disso que nós conseguimos mostrar um pouco do mundo da comunicação organizacional.Nós gostaríamos de agradecer a todos que acompanharam o nosso blog, a participação de vocês foi fundamental para o andamento e cumprimento de nossos objetivos.


Fiquem de olho em outros blogs, pois acredito que alguns serão atualizados constantemente.Não deixe de nos visitar, apesar do blog, agora, ser independente sua visita é e será sempre muito importante para nós.


Atenciosamente blog Comunicaê!











Por: Vanessa Mirarchi

sábado, 6 de junho de 2009

Nick Naylor: O mestre da argumentação

Obrigado Por fumar, escrito por Christopher Buckley (Romancista e Escritor), é um livro d atraente, engraçado, cínico, e muito imaginativo, com uma acentuada escrita e um adequado senso político.

Conta à história de Nick Naylor, vice-presidente de comunicação e lobista da Academia de Pesquisa sobre o Tabaco. A sua função é a elaboração de estratégias para o incentivo ao fumo e para se defender dos oponentes. Ele realizava seu trabalho de forma extraordinária, afinal tinha bons motivos: dinheiro (Pagar sua hipoteca) e paixão pelo desafio.

Christopher Buckley tem ótimas idéias e um bom ouvido para o diálogo. Ele se utiliza da sátira e de uma narrativa bastante ágil, criando personagens absurdos, assemelhando-os com políticos e empresários.

Este livro mostra o quanto é importante saber argumentar, pois a comunicação estável entre a organização e os públicos possibilita a empresa criar um vínculo com seus clientes, obtendo credibilidade e relação de longo prazo com seus stakeholders. Dessa maneira mesmo quando a empresa sofrer um revés em sua imagem, aqueles atores sociais que já estão vinculados à mesma, permanecerão fiéis aguardando uma resposta plausível para o ocorrido e o solucionamento da crise.

Alem deste fato, para a organização obter a credibilidade e a boa vontade dos públicos, ela tem que possuir uma integração de todas as áreas dentro da comunicação organizacional, deixando-a unificada, ou seja, com um discurso único e uniforme.

Obrigado por fumar é uma leitura cativante, apesar do grande numero de páginas. Recomendo para todas as pessoas e especialmente para aquelas que gostem de sátira política e tenham bom humor.




Por: Viviane Caroline Lago

sexta-feira, 5 de junho de 2009

TRANSPARÊNCIA NA INFORMAÇÃO


Já a algum tempo foi divulgado na mídia, a existência de uma reserva de petróleo no litoral do Brasil. Essa reserva se localizava sob uma camada de sal com pouco mais de 700 metros de espessura.
Várias informações das mais diversas foram veiculadas pelos meios de comunicação. Informações em que apresentavam aspectos positivos, outras com aspectos negativos e até mesmo as que não apresentavam opinião definida sobre o assunto.
Todo e qualquer tipo de informação foi fornecido a população, menos as informações que seriam de maior importância, divulgadas pela Petrobrás.
A empresa não se pronunciou quanto ao assunto.

Analisando por um outro lado, a Petrobrás é uma empresa de capital aberto, que tem uma porcentagem muito alta em ações vendidas.
Não divulgar esse tipo de informação, tanto aos seus acionistas quanto ao seus públicos de interesse só prejudica a imagem corporativa.
Empresas de capital aberto, devem prestar contas aos seus acionistas, uma vez que são essas informações de atividades e crises que definem o valor das ações e também o momento certo de venda e compra aos investidores.

Existe um texto, uma pesquisa feita por James E. Grunig, professor de relações públicas na Escola de jornalismo, nos Estados Unidos, em que é mencionada exatamente essa questão, a falta de informação e de transparência das empresas quando presentes em uma situação de crise ou uma questão emergente.

O professor define quatro princípios da comunicação nas crises.
O primeiro princípio é o de relacionamento. As organizações devem manter sempre o bom relacionamento com os seus públicos. Esse primeiro princípio deve ser aplicado
antes de se ter uma crise.
O segundo princípio é o de responsabilidade. Deve ser assumida a responsabilidade, até mesmo quando a responsabilidade não seja da organização e sim de um terceiro.
As informações devem ser divulgadas com muita transparência, toda a verdade deve ser revelada para obter mesmo em uma situação não muito favorável, a credibilidade.
O ultimo princípio é o de comunicação simétrica. A empresa deve pensar que os interesses de seus públicos são tão importantes e relevantes quanto nos interesses próprios, embora esse último princípio deva ser levado em consideração a qualquer momento e não só em uma situação emergente.

Mesmo são sendo uma situação de crises a vivida pela a Petrobrás, a organização deveria ter partido desses princípios, pois transparência, relacionamento, responsabilidade e uma comunicação vista pelos dois lados de interesses, deve ser aplicada sempre e em qualquer situação. Essas práticas evitam rumores, evitam boatos, evitam informações sem conhecimento, informações manipuladas, e isso sem dúvida é uma arma pra qualquer empresa.



Fonte: A função das relações Públicas na administração e sua contribuição para a efetividade organizacional e societal. – James E. Grunig

Palestra proferida na cidade de Taipei ( Taiwan), em 12 de maio 2001.

Revista : Valor Setorial – Comunicação Corporativa, outubro, 2008


Por: Nicole Martins


quinta-feira, 4 de junho de 2009

Multinacionais e sua adaptação com a cultura das filiais estrangeiras


Quando uma empresa multinacional decide se instalar em um outro país que tenha uma cultura e costumes diferentes do país de origem da matriz, é preciso que se faça primeiramente uma pesquisa profunda sobre os hábitos e cultura do local escolhido para que a implantação da empresa tenha êxito e traga benefícios e o bom andamento tanto para a matriz quanto para as filiais.

A tarefa do departamento de comunicação da empresa é de verificar essas diferenças culturais e socioambientais, compreende-las, fazer um diagnóstico da realidade do local, para só então conseguir traduzir e adequar as diretrizes e os valores da matriz para a nova filial sem que haja um impacto na cultura regional onde ela será instalada. Muitas vezes uma empresa que não faz um estudo detalhado do local no qual a filial será inserida e apenas impõe suas políticas e diretrizes sem levar em conta a diferença cultural, não obtém a aceitação local do produto e da marca e não consegue cativar a boa vontade de seus públicos de interesse. Isso faz com que a empresa não consiga se inserir no sistema social do local e, conseqüentemente, não terá a realização dos objetivos estabelecidos e, dependendo do grau de recusa, poderá até culminar na formação de um possível grupo de ativistas contra a empresa.
Para que isso não aconteça, é importante que a área de comunicação dê atenção aos até mínimos detalhes e no geral, de acordo com Grunig (2001), ao aplicar em diferentes locais os princípios de relações públicas na comunicação organizacional é necessário considerar as seguintes variáveis: o sistema político, a economia, a cultura, que inclui a linguagem, o desenvolvimento do ativismo, o estágio de desenvolvimento econômico e o sistema de mídias locais – pois o perfil dos jornalistas e da imprensa como um todo, se modifica de um país para o outro.

Um exemplo de empresa que conseguiu lidar com o multiculturalismo é a empresa brasileira Petrobrás que, em 2002, ao adquirir a petroleira Perez-Companq da Argentina, criou um programa de integração, valorizando a história e talentos do país e fazendo investimentos no esporte, na música e na cultura para se mostrar presente na realidade daquele país. Já com a refinaria de Okinawa, no Japão, a empresa optou por gerar vínculos emocionais, utilizando-se do momento de comemoração dos 100 anos da imigração japonesa para o Brasil.

A melhor maneira para uma empresa se instalar em um local que não possua os mesmos traços culturais que o seu, é ter a preocupação de ser percebida como uma empresa local e ter o trabalho de construir relacionamentos, antes mesmo de gerir efetivamente seus negócios, com formadores de opinião locais e apresentar a empresa, seus objetivos, suas responsabilidades e quais serão os benefícios para aquela região com a vinda da organização. Assim, a empresa desde o primeiro momento contará com o apoio e o interesse da população local aos seus negócios, facilitando a interação e bom relacionamento entre organização e seus públicos.


Fonte: Revista Comunicação Corporativa, out/2008

Por: Suéllen Meschiari

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Entrevista com a Profissional Paula Barros

Entrevistamos a profissional Paula Barros, formada em Relações Públicas em 2003 Pela Faculdade Cápes Líbero, pós graduada em Marketing na Faap e mestranda em comunicação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente tem sua própria agência, a Tribo Brasilis Comunicação. Agencia responsável por prestar serviços de comunicação integrada. www.tribobrasilis.com.br.



Cite e comente os prós da profissão de trabalhar com comunicação organizacional.
O dinamismo é na minha opinião o mais viciante. Cada trabalho envolve um esforço e uma energia particular. A todo momento temos um projeto para realizar que envolve muitos desafios na busca pelo grande case. E, o grande case, é aquele que garante o sucesso da ação e a satisfação do cliente.


O que considera fundamental para o aluno desenvolver ao longo de sua vida acadêmica que agregará valores em sua carreira?
Quanto mais estudamos descobrimos que menos sabemos. O saber é infinito e devemos buscá-lo constantemente, portanto, considero fundamental a atualização profissional por meio de participação seminários, congressos e cursos de especialização. Na graduação é importante que o aluno aproveite ao máximo todas as disciplinas e se dedique aos trabalhos propostos pela universidade, eles são grandes pontes para o conhecimento e para a concretização dos primeiros trabalhos profissionais.



O que considera fundamental para o planejamento estratégico?
O bom planejamento depende da organização e comprometimento do profissional e da empresa ou cliente que será contemplado com ele. Isso quer dizer que todas as etapas listadas devem ser cumpridas. Conhecimento do macro e micro ambiente do cliente também é fundamental pois, é por meio dele, que será possível dar o toque de criatividade e inovação para o plano de ação.




Como aplica esses conceitos na sua empresa? E qual o diferencial da sua empresa?
O planejamento é a base do trabalho de comunicação organizacional, sem ele, as ações são meras réplicas do que o mercado já faz, por isso todas os projetos da agência passam por ele. Muitas vezes o cliente imagina uma ação e vem com ela já pensada só para a agência implantar mas, por meio do planejamento identificamos outras soluções e ações mais eficazes para alcançar o objetivo comunicacional do cliente. O grande diferencial da Tribo Brasilis é prestar um atendimento altamente personalizado e dirigido para os negócios do cliente.


Quais os maiores desafios de sua profissão?
Acompanhar as constantes mudanças que a área de comunicação vem passando desde o surgimento da internet. São muitas as possibilidades de mediação que surgem com a rede e nós, profissionais de comunicação, temos que ficar atentos e saber identificar quais são realmente uma mega tendência.


O que diria aos estudantes de Relações Publicas?

Não caiam na mesmice de lamentar a falta de conhecimento da profissão, isso é uma grande perda de tempo. Se preocupem em estudar e se qualificar. O mercado está muito aquecido, no entanto, só há espaço para profissionais bons e competentes.


Por: Camila Morata

domingo, 31 de maio de 2009

Mesa-redonda na Universidade Metodista

Na ultima sexta-feira dia 29-05-2009, ocorreu o Seminário de Comunicação Corporativa no salão nobre da Universidade Metodista de São Paulo, os convidados da mesa eram o Ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge e o presidente da Basf para a América Latina, Rolf-Dieter Acker.

O encontro discutiu a comunicação corporativa e as mudanças que vêm transformando o setor nos últimos anos.


Antes de assumir o cargo de Ministro do Desenvolvimento, Miguel formado em Jornalismo já possuía um vasto conhecimento como diretor de Comunicação Social da Auto Latina e vice-presidente de Assuntos Corporativos do Santander.


O Ministro declarou que nos últimos anos o processo de comunicação corporativa está cada vez mais estratégico, e que não se pode pensar em formar uma marca, projetar uma imagem e fortalecer uma reputação sem um profissional de comunicação. E que não se separa imagem e reputação, pois são dois conceitos que estão absolutamente ligados e somente se constrói uma boa reputação através de uma boa imagem.

E que as empresas possuem diversas responsabilidades, como pagar salários, benefícios e respeitar os trabalhadores, mas existe outra chamada responsabilidade social que esta ligada a uma questão muito mais transparente e ética, que também esta ligada as decisões ambientais e sociais da empresa e seus resultados, é o compromisso e o comprometimento permanente da empresa em adotar um comportamento ético para o desenvolvimento global da sociedade.

Para Jorge a comunicação começa na portaria, e da portaria vai para a presidência. E que cada vez mais a comunicação e a gestão tem que caminhar juntas, que são faces da mesma moeda. Criando a comunicação passo a passo, criando uma cultura. E muitas organizações têm grandes prejuízos por acreditar na comunicação como algo lateral.

O ministro terminou seu discurso dando uma dica a todos os estudantes, que para se destacar no mercado de trabalho é necessário muita informações, estudo e estar antenado com o mundo.

Escute um trecho do seminário que separamos para você leitor:



video


Por: Mariana Zanon

sábado, 30 de maio de 2009

Brasil Foods

Ocorreu a junção de duas grandes empresas, a Perdigão e a Sadia, no dia 18 de maio (terça-feira). A segunda será incorporada pela primeira, que passará a se chamar Brasil Foods.


Juntas as empresas serão resposáveis por 25% do mercado exportador global de aves, uma complexa operação societária, com a criação de uma outra entidade societária, a HFF Particiações. A Sadia, que precisava se capitalizar após as perdas de R$ 2,6 bilhões com derivativos, terá suas ações incorporadas em um primeiro momento pela HFF Partipações.


O objetivo da captação é sanar os problemas financeiros da Sadia, que, ao final de março, apresentava uma dívida total de R$ 8 bilhões. Paralelamente, a Brasil Foods realizará uma oferta pública de ações para captação de recursos no valor estimado de R$ 4 bilhões, essa oferta deve sair até o fim de julho.


Os presidentes da Sadia e da Perdigão, Luiz Fernando Furlan e Nildemar Secches, afirmaram em uma entrevista coletiva que não haverá demisões em razão da fusão, e ainda garantiram que a nova empresa será o maior empregador privado do país. Além disso, a empresa ocupará o terceiro lugar como exportador brasileiro.


A união entre as empresas irá reduzir as opções para os consumidores. 'Uma certeza existe: o preço ao consumidor não vai baixar', afirma o consultor Antonio Carlos Ascar, da Ascar & Associados.


Por: Larissa Felinto