domingo, 31 de maio de 2009

Mesa-redonda na Universidade Metodista

Na ultima sexta-feira dia 29-05-2009, ocorreu o Seminário de Comunicação Corporativa no salão nobre da Universidade Metodista de São Paulo, os convidados da mesa eram o Ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge e o presidente da Basf para a América Latina, Rolf-Dieter Acker.

O encontro discutiu a comunicação corporativa e as mudanças que vêm transformando o setor nos últimos anos.


Antes de assumir o cargo de Ministro do Desenvolvimento, Miguel formado em Jornalismo já possuía um vasto conhecimento como diretor de Comunicação Social da Auto Latina e vice-presidente de Assuntos Corporativos do Santander.


O Ministro declarou que nos últimos anos o processo de comunicação corporativa está cada vez mais estratégico, e que não se pode pensar em formar uma marca, projetar uma imagem e fortalecer uma reputação sem um profissional de comunicação. E que não se separa imagem e reputação, pois são dois conceitos que estão absolutamente ligados e somente se constrói uma boa reputação através de uma boa imagem.

E que as empresas possuem diversas responsabilidades, como pagar salários, benefícios e respeitar os trabalhadores, mas existe outra chamada responsabilidade social que esta ligada a uma questão muito mais transparente e ética, que também esta ligada as decisões ambientais e sociais da empresa e seus resultados, é o compromisso e o comprometimento permanente da empresa em adotar um comportamento ético para o desenvolvimento global da sociedade.

Para Jorge a comunicação começa na portaria, e da portaria vai para a presidência. E que cada vez mais a comunicação e a gestão tem que caminhar juntas, que são faces da mesma moeda. Criando a comunicação passo a passo, criando uma cultura. E muitas organizações têm grandes prejuízos por acreditar na comunicação como algo lateral.

O ministro terminou seu discurso dando uma dica a todos os estudantes, que para se destacar no mercado de trabalho é necessário muita informações, estudo e estar antenado com o mundo.

Escute um trecho do seminário que separamos para você leitor:




Por: Mariana Zanon

sábado, 30 de maio de 2009

Brasil Foods

Ocorreu a junção de duas grandes empresas, a Perdigão e a Sadia, no dia 18 de maio (terça-feira). A segunda será incorporada pela primeira, que passará a se chamar Brasil Foods.


Juntas as empresas serão resposáveis por 25% do mercado exportador global de aves, uma complexa operação societária, com a criação de uma outra entidade societária, a HFF Particiações. A Sadia, que precisava se capitalizar após as perdas de R$ 2,6 bilhões com derivativos, terá suas ações incorporadas em um primeiro momento pela HFF Partipações.


O objetivo da captação é sanar os problemas financeiros da Sadia, que, ao final de março, apresentava uma dívida total de R$ 8 bilhões. Paralelamente, a Brasil Foods realizará uma oferta pública de ações para captação de recursos no valor estimado de R$ 4 bilhões, essa oferta deve sair até o fim de julho.


Os presidentes da Sadia e da Perdigão, Luiz Fernando Furlan e Nildemar Secches, afirmaram em uma entrevista coletiva que não haverá demisões em razão da fusão, e ainda garantiram que a nova empresa será o maior empregador privado do país. Além disso, a empresa ocupará o terceiro lugar como exportador brasileiro.


A união entre as empresas irá reduzir as opções para os consumidores. 'Uma certeza existe: o preço ao consumidor não vai baixar', afirma o consultor Antonio Carlos Ascar, da Ascar & Associados.


Por: Larissa Felinto

sexta-feira, 29 de maio de 2009

A Comunicação Interpessoal


A comunicação entre quem informa (emissor) e quem é informado (receptor), caracteriza-se pelo ato de comungar idéias, ou seja, pelo estabelecimento de um diálogo entre duas pessoas. É pelo diálogo que a comunicação realmente se efetiva. É interessante saber que a comunicação interpessoal já fora pensada por Aristóteles (384-322 a.C.) em sua obra Retórica, em que ele já afirmava que a comunicação era composta de três partes: quem fala, o discurso e a audiência.Nele, ocorre a circulação da informação e é imperativo que, ao ser transferida, ela seja compreendida pela pessoa que a recebe. A informação é o que está contido no processo da comunicação e é por este motivo que não podemos dizer que as duas palavras são sinônimas.Comunicar-se é ter uma ponte de compreensão entre você e outras pessoas, de tal forma que possam compartilhar aquilo que sentem e sabem. É com essa ponte que você pode atingir os outros com idéias, fatos, pensamentos, sentimentos e valores. Utilizando-a, você pode cruzar com segurança o rio de mal-entendidos que muitas vezes o separa dos outros.O maior obstáculo da comunicação entre duas pessoas, ou seja, da comunicação interpessoal, é o desconhecimento de que o receptor não é uma extensão do emissor da mensagem e vice-versa. Portanto, um não sabe o que se passa dentro do outro. Nesse sentido, a psicanálise afirma que o homem vive extremamente centrado em si mesmo e acredita que os outros são parecidos consigo, sentem as coisas da mesma forma e, em essência, pensam como ele. Como sempre, o homem projeta nos outros sua maneira de ser e de pensar. Falando em outras palavras, esse amontoado de mal-entendidos involuntários é resultado de uma comunicação que surge com a premissa de que as pessoas irão entender tudo exatamente como se fala. E não é bem assim! A comunicação de verdade parte da premissa de que o outro não é uma extensão de quem transmite a mensagem. Existem claro, outros fatores psicológicos que interferem no processo comunicacional. O estado psicológico da pessoa que fala ou da que escuta é relevante para o processo. É um tema interessante para ser aprofundado, mas nessa leitura, será abordada somente a compreensão de que 'quem fala' não é uma extensão de 'quem escuta'. No processo comunicacional interpessoal, todos nós transitamos no papel de fontes e receptores de informações. Uma hora temos a postura da fonte e no próximo instante, assumimos a postura do receptor, do ouvinte. Estar em ambos os papéis forma a dinâmica do diálogo.


Por: Camila Morata

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Comunicação empresarial

A Comunicação Empresarial tem como princípio unir atividades de ações, estratégias, produtos e processos desenvolvidos para poder avigorar a imagem da empresa junto com seus públicos alvo ou o julgamento dos mesmos.
Com o passar do tempo a comunicação empresarial vem assumido uma maior complexidade, com o crescimento da concorrência, a chegada de novas tecnologias e a mídia competitiva, as empresas estão vendo a importância de trabalhar com diferentes públicos.
Hoje em dia o mercado de trabalho está muito exigente, o profissional não tem que ter apenas conhecimentos e habilidades práticas, mas também uma visão ampla do mercado e do mundo dos negócios. O profissional tem que ser mais do que um simples executor de tarefas, ele tem que ser capaz de planejar estrategicamente a comunicação da empresa.
Ve-se no mercado brasileiro e mundial, empresas especializadas na realização desse trabalho.
A Comunicação Empresarial, atualmente, está ganhando um grande espaço fundamental no mercado de trabalho, possuindo um papel estratégico nas organizações. Diferente de antigamente, em que os profissionais eram vistos como objetos, rejeitados a qualquer sinal de crise

Por: Vanessa Mirarchi

quarta-feira, 27 de maio de 2009

GLOBALIZAÇÃO, FLUXO INTENSO DE INFORMAÇÃO

Criado a partir da necessidade de uma abertura de mercados externos, e aprofundado no século XX com a integração social, cultural, econômica e política. Para alguns historiadores a globalização teve início com o Marco Pólo, porém o seu maior desenvolvimento foi junto com o avanço tecnológico.
Atualmente é onde vivemos, um mundo cheio de tecnologia e saturado de globalização.

Vamos fazer uma relação da globalização e as organizações em geral, analisando o lado positivo. A globalização nos possibilita o uso do tempo real, permitindo que em todos os lugares exista a convergência das informações. Proporciona-nos o conhecimento instantâneo do acontecer do outro e a unificação do tempo.

Por outro lado, se considerar – mos os mesmos fatores mencionados anteriormente, podemos perceber que todos os aspectos positivos também apresentam seus aspectos negativos, levando em consideração a vida das organizações.

O uso do tempo real traz a necessidade de se ter na organização uma comunicação mais ágil.
Um exemplo recente e simples é o caso da fusão entre as empresas de alimentos frigoríficos, Perdigão e Sadia.
Em nosso cenário atual, complexo, incerto e turbulento, na medida em que uma informação é divulgada, ou até mesmo no caso da fusão dessas empresas, em que apenas havia sido assinada, a informação em menos de alguns minutos já é disseminada na mídia, e presente no conhecimento dos públicos.
Se essas empresas não tivessem um bom plano de comunicação, esse fluxo de informação teria prejudicado e muito essa mudança aparentemente positiva.

Outro fator muito importante é em relação à comunicação institucional.
Sua missão, valores, diretrizes, regras, devem ser passadas a todos os funcionários sem discriminação de hierarquia. Em períodos de crise, todos os colaboradores saberão como agir, e nenhuma informação indevida será divulgada à mídia.

Não há como mensurar os benefícios que a globalização e tecnologia, trouxeram para o mundo, porém em relação às organizações, se essa dimensão de globalização não estiver clara, as organizações serão sugadas pelas aldeias globais.

Fontes: “Por uma outra globalização” – Milton Santos, Editora Record, 2008.
''Gestão estratégica de comunicação organizacional e relações públicas –cap.5'' Maria Aparecida Ferrari
http://infosol.files.wordpress.com/2009/01/globalizacao.jpg

Por: Nicole Martins

domingo, 24 de maio de 2009

PIONEIRISMO NA COMUNICAÇÃO


O grupo químico internacional com sede na França, que está a 90 anos no Brasil, criou novos slogan e logomarca mundial. A marca nova é resultado de um trabalho de branding que vem sendo desenvolvido há dois anos.

Uma das líderes mundiais, como produtos da empresa em pasta de dentes, xampu, roupas, eletroeletrônicos etc. Utiliza a comunicação para trabalhar em prol de sua imagem, por ter alguns segmentos que não são atrativos, desperta a antipatia do público. Mas essa postura vem mudando graças à transparência da empresa.

A Rhodia não tem medo de declarar que é uma indústria química. Eles possuem em sua governança corporativa um programa de responsabilidade socioambiental, que esta enraizada nos conceitos da empresa. Essa abordagem gerou um compromisso com os stakeholders, criando laços de credibilidade.
Foi pioneira no Brasil na elaboração de um programa comunicação com os diversos públicos estratégicos e se transformou em referencia na comunicação empresarial brasileira e serve de base até hoje. Sob direção de Walter Nori (Jornalista e Relações Públicas), o chamado Plano de Comunicação Social, foi implantado em 1985.

Na época, a Rhodia entendeu primeiro, o que muitas empresas não entendem até os dias de hoje, a importância de dialogar com comunidade, imprensa, governo, funcionários, clientes, acionistas. Essa visão ocorreu em plena década de 80 e valorizou a comunicação aberta entre todos os públicos.

A politíca Rhodia de comunicação social, valorizava o profissional multimídia, o que reforçou muito o conceito de comunicação integrada e multidisciplinar. Jornalista, Relações Públicas, Publicitário e Marketing trabalhando juntos, auxiliando uns aos outros em temas transversais.

Essa experiência está registrada no livro "Portas abertas – Experiência da Rhodia: novos caminhos da comunicação social na empresa moderna", de Célia Valente e Walter Nori.


Por: Mariana Zanon

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Escola de Montreal: A evolução da comunicação organizacional

Com o tempo a sociedade foi se modificando e as organizações se viram obrigadas a evoluírem junto. Os avanços das tecnologias da informação e da comunicação modernizaram seus negócios, expandindo suas atividades em escalas globais. Com a globalização as empresas elaboraram planos de fusão e aquisição internacionais, ampliando seus produtos e serviços. Consequentemente as organizações crescem mais acentuadamente e se adaptam melhor a sociedade contemporânea. Por englobar vários paises as empresas são sujeitas a se adequarem em consonância com cada cultura, somente assim terão pleno sucesso na comunicação organizacional.

Através desses fatores as teorias de comunicação organizacional foram se abrangendo para outros espaços de pensamentos, surgindo em 1980 a “Escola de Montreal”. Ela é voltada para a necessidade das organizações pela comunicação.

A Escola de Montreal consiste em estudar as conversações, com ênfase na linguagem e no discurso. A comunicação deixa de ser só transmissão de informação, ou seja, linear e passa a ser mais interpretativa. Tentando pesquisar sobre os conflitos, linguagens e não só resultados.

Consequentemente essa teoria enfoca na dimensão humana, nas ações dos atores sociais, pois são os indivíduos que criam os ambientes em que atuam e através de suas interações, composta por aspectos objetivos (Texto) e subjetivos (Conversação), criam as próprias organizações.

Com esta breve explicação da “Escola de Montreal” percebemos que a comunicação organizacional é muita mais complexa do que parece. O profissional independente de sua área de formação tem que saber manusear essa interação entre a organização e seus diversos públicos e o ambiente em que esta inserida, gerando a eficácia e eficiência que as empresas necessitam para evoluírem e se adaptarem a sociedade contemporânea.

Por: Viviane Lago